quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Navio "Terra Alta"

Terra Alta em construção (1947)

Terra Alta na Horta em 1952 após a substituição dos motores

Acidente do Terra Alta nas Velas em 1955

Alterações do Terra Alta em Santo Amaro após a integração na Transmaçor

Terra Alta imobilizado na Horta em 1994 antes da sua ultima varagem na Madalena

Terra Alta varado no estaleiro do porto da Madalena em 2000

O desmantelamento do Terra Alta na Madalena a 3 de Junho de 200o

Restos do Terra Alta depois de queimado junto ao campo de futebol da Madalena


A 20 de Abril de 1946 José Serpa Diogo encomenda a Manuel Joaquim Melo em Sto Amaro a construção do navio “Terra Alta” orçamentado em 1400 contos. Em 1947 é lançado à agua com o registo H-24-TL, um comprimento de 30,33 mt, boca 5,58, pontal 2,83, uma tonelagem bruta de 154,73 e com 2 motores Alfa Romeo de 140 HP que lhe permitiam um andamento de 12 mph. A 11 de Abril de 1949 José Diogo vende o navio “Terra Alta” à Empresa Açoriana de Transportes Marítimos pelo mesmo valor de 1400 contos.
Os jornais da época “Telegrafo” e “Correio da Horta” referiam-se ao Terra Alta como uma moderna unidade que poderia transportar 100 passageiros “magnificamente instalados pois era dotado de beliches para 16 pessoas e bancadas estofadas para os restantes e possuía um bar restaurante para fornecer bebidas e comidas...”.
Em 1952 os motores Alfa são substituídos por 2 Deutz de apenas 102 HP, com nova substituição em 1960 por 2 motores da mesma marca mas com 150 HP
Em 8 de Setembro de 1955 o Terra Alta após escala no porto de Velas com destino ao Cais do Pico e Horta, numa manobra menos feliz rombou junto à saída voltando novamente ao porto descarregando os passageiros e afundando-se atracado. Após a operação de salvamento, foi rebocado para a Horta pelo “Cachalote” e recuperado.
Na década de 60 o Terra Alta embateu numa baixa junto à costa norte do Pico acabando por se afundar no porto da Madalena.
A 21 de Julho de 1975, no porto da Horta, sofreu um incêndio na casa de máquinas tendo sido rapidamente combatido pelos Bombeiros Faialenses e pelas traineiras Velas e Baia de Velas.
Em Outubro de 1979 substitui os motores Deutz por 2 Cummins de 365 HP cada.
Em 88 é integrado na frota da Transmaçor e volta a Sto. Amaro para sofrer novas e infelizes alterações. Volta, mas desta vez, ao canal Pico-Faial como navio de passageiros. Deslastrado de carga e com muitos passageiros no convés e deck superior, o resultado foi muito mau...
Em 1995 foi varado no porto da Madalena. Após anos de imobilização foi desmantelado a 3 de Junho de 2000 e posteriormente queimado.
Fontes: "Dos Barcos de Boca Aberta aos Navios a Vapor" (Dr. Manuel Gaspar), "Maresias II" (Amilcar Quaresma)

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