terça-feira, 25 de novembro de 2014

Coral da Horta

Depois dum longo período de manutenção esteve esta tarde no porto da Madalena o "Coral da Horta" para descarregar areia. O "Coral da Horta" fez alguns "upgrades" nomeadamente nas máquinas, grua, casco e material electrónico de apoio à navegação. O navio é propriedade do armador "Helvima" e capitaneado pelo conhecido e experiente mestre Jorge.

Fotos em 25/11/2014

Milão

A traineira "Milão" propriedade da Cofaco esteve entre a sexta-feira e a madrugada de Domingo "presa" na rampa do estaleiro da Naval Canal. Tal facto deveu-se ao descarrilamento de um dos carros do berço durante a operação de varagem. A embarcação teve de ser recolocada a nado e para isso foi necessário o apoio do rebocador "Ilha de S. Luis" da "Portos dos Açores" e de alguns mergulhadores profissionais. 

Fotos de A. Dutra em de 22/11/2014

Mestre Simão nas Portas do Mar

Mestre Simão esteve em Ponta Delgada para inspecção aos meios de segurança e salvação, Entretanto, e aproveitando a sua estreia neste porto micaelense, a administração da "Atlanticoline" disponibilizou o navio para visitas do público durante a tarde de Domingo dia 23/11 nas portas do Mar.

Fotos de Bruno Rodrigues

Lusitânia - Porto da Casa

Registo fotográfico do navio Lusitânia da EBP em serviço no porto da casa na ilha do Corvo em 21/11/2014.

Foto de José Capitão

sábado, 22 de novembro de 2014

Nota de Imprensa da Portos dos Açores e Transmaçor


COMUNICADO DE IMPRENSA


A Portos dos Açores, S.A. e a Transmaçor – Transportes Marítimos Açorianos, Lda. informam que no seguimento da decisão de proceder à peritagem aos equipamentos danificados a semana passada nas infraestruturas portuárias de São Roque do Pico e da Madalena está já nesta ilha o Professor Alfredo Santos, do ISEL (Instituto Superior de Engenharia de Lisboa), antigo investigador do LNEC (Laboratório Nacional de Engenharia Civil), para realização de trabalho de avaliação nos locais dos sinistros.

A deslocação deste perito aos Açores ocorre três dias depois da chegada ao Pico de um dos maiores especialistas de Portugal em obras marítimas, ao nível da consultadoria de engenharia portuária e hidráulica marítima, bem como na área de projeto – técnico que neste âmbito é profundo conhecedor da realidade açoriana –, Eng.º Morim de Oliveira, que tem vindo a fazer estes dias, igualmente, a sua análise da situação.

Em causa está o apuramento das razões do acidente ocorrido na noite de sexta-feira em São Roque do Pico, que resultou no falecimento de um passageiro que viajava entre as ilhas São Jorge e Faial a bordo do navio “Gilberto Mariano”, bem como a origem dos problemas verificados no Terminal Marítimo ‘João Quaresma’, da Madalena do Pico, onde na quinta-feira da última semana dois outros cabeços de amarração foram danificados.

Já no passado sábado, dia 15, dois técnicos da empresa pública Portos dos Açores, S.A., com competências profissionais nas áreas da engenharia civil e da engenharia naval, estiveram em São Roque do Pico, para uma primeira análise da estrutura que cedeu.


Horta, 21 de novembro de 2014


Portos dos Açores, S.A. e
Transmaçor – Transportes Marítimos Açorianos, Lda.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Noticia "Ilha Maior" - Placas de Hardox estão a provocar danos nas vitauras


A colocação de placas de hardox nos passeios envolventes ao Terminal de Passageiros da Madalena está a trazer sérias dores de cabeça aos condutores. Desde a abertura do parque de estacionamento e da inauguração do Terminal de Passageiros João Quaresma, rara é a semana em que não se regista o rebentamento de pneus das viaturas que circulam na zona.
Há cerca de duas semanas atrás, Maria Raquel Silva sentiu na carteira os prejuízos causados pelas placas de hardox. Ao circular na zona a viatura bateu no passeio rasgando dois pneus. Feitas as contas entre os danos nos pneus e na jante, Maria Raquel Silva pagou mais de 260 euros pela reparação. Este é um dos muitos exemplos que têm acontecido e que segundo a mesa do setor automóvel da Associação Comercial e Industrial do Pico revela a “irresponsabilidade” do dono da obra quando optou por colocar aquele tipo de material nos passeios. César Neves, presidente da mesa do setor automóvel, olha para esta situação com apreensão e lamenta que se tenha optado por aquele tipo de material: “As chapas de hardox ali utilizadas são completamente despropositadas porque são extremamente duras e cortantes. A colocação daquele material foi de uma irresponsabilidade muito grande, porque, além de provocar danos nas viaturas, também pode colocar em causa a integridade física de todos aqueles que por ali passam e que, por azar, caiam e batam naquela superfície”. César Neves acrescenta que o dono da obra deveria ter estudado a possibilidade de utilizar um material “mais adequado”, revelando a sua incompreensão com as exigências que por vezes são colocadas aos empresários na colocação de proteções de segurança nos degraus, mas, em contrapartida, deixam que se utilize aquele tipo de material no Terminal de Passageiros.
O presidente afirma, por isso, que a opção tomada “não tem qualquer lógica”, acrescentando que “a mínima distração pode provocar prejuízos avultados ou afetar os passageiros. César Neves entende que, no mínimo, se a opção se mantivesse na utilização daquele tipo de material deveria ter sido tomado como opção a colocação da chapa de hardox com alguma inclinação para evitar que os carros ao bater no passeio rasgassem os pneus.

Publicado na edição de 21/11/2014 do Jornal Ilha Maior

domingo, 16 de novembro de 2014

Portos dos Açores - Nota de imprensa

NOTA DE IMPRENSA

A Portos dos Açores, S.A., informa que abriu já um processo de inquérito e vai promover a realização de peritagens técnicas para apurar a causa do acidente ocorrido na noite de sexta-feira em São Roque do Pico, que resultou na morte de um passageiro que viajava entre as ilhas São Jorge e Faial a bordo do navio “Gilberto Mariano”.

A administração portuária pretende ver garantidas todas as condições de segurança para pessoas e bens no porto de São Roque, na ilha do Pico, onde os navios operados pela Transmaçor – Transportes Marítimos Açorianos, Lda. fazem escala, por norma, quatro vezes ao dia, duas em cada sentido, na rota que liga a cidade da Horta à vila das Velas.

Neste âmbito, logo após o acidente, foram mantidas diversas reuniões de avaliação, que culminaram já na manhã de sábado num encontro entre responsáveis e técnicos de diferentes áreas da Portos dos Açores, S.A. com o Capitão do Porto da Horta e a gerência da Transmaçor, na qual foram definidos dois tipos de medidas, imediatas e corretivas.

Assim, numa primeira fase, até à reposição de um cabeço de amarração quebrado em São Roque do Pico, a operação de navios da Transmaçor naquela infraestrutura marítima limitar-se-á, por regra, ao transporte de passageiros, sendo utilizado o cais comercial e reduzido o recurso à rampa Ro-Ro. Numa segunda fase, após a conclusão das averiguações agora em curso e reforço das condições de amarração de navios, a operação irá ser retomada, sem restrições.

O inquérito e a peritagem agora decididos alargam o âmbito de outra investigação técnica que a Portos dos Açores, S.A. tem em curso com vista ao restabelecimento da normalidade da acostagem de navios de transporte de passageiros e viaturas no Terminal Marítimo ‘João Quaresma’, da Madalena do Pico, onde na quinta-feira também dois outros cabeços de amarração cederam.

Neste caso, iniciaram-se de imediato os trabalhos com vista à reposição das estruturas de amarração acidentadas, o que se estima se encontre ultrapassado durante a próxima semana.

Até à determinação da origem destas ocorrências, a operação de transporte marítimo de passageiros na Madalena do Pico está transitoriamente deslocada para o cais da gare antiga daquela infraestrutura portuária, onde se manterá estes dias.

A administração portuária lamenta a ocorrência da última noite em São Roque do Pico, expressando as mais sentidas condolências à família da vítima mortal.

A Portos dos Açores, S.A. assegura ainda que irá promover todas as diligências para que o normal funcionamento da rampa Ro-Ro daquele porto e do cais do novo Terminal Marítimo ‘João Quaresma’ seja retomado, sem limitações, no mais curto prazo.


Horta, 15 de novembro de 2014


Portos dos Açores, S.A.
[Departamento Jurídico, Administrativo e de Comunicação]

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Porto de S. Roque

Imagens do porto de S. Roque hoje 07/11/2014 por Paulo Azevedo...
Presença dos navios "Sete Cidades" e "Gilberto Mariano"

A Eva do Passos

Publicado no Diário Insular
Enviado por um colaborador a quem "porto da Madalena" agradece

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Espalamaca a caminho de Santo Amaro

Ontem (05/11/2014) arriou no porto da Madalena a lancha Espalamaca com o objectivo ser rebocada até Santo Amaro onde irá ser reparada pelo mestre João Alberto Neves. O serviço de reboque foi efectuado pelas lanchas da Baleia "Cigana" e "Rosa Maria". A viagem correu dentro da normalidade prevista.

A ultima foto é da autoria de Eduardo Sarmento

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

"Espalamaca" a Nado!

A mítica lancha "Espalamaca" esteve hoje a nado no porto da Madalena para observação da sua flutuabilidade depois duma primeira intervenção do construtor naval João Alberto Neves às suas obras vivas. Esta acção tem por objectivo viabilizar o seu reboque por mar até aos estaleiros da MariMar em Santo Amaro do Pico onde irá ser recuperada para fins museológicos. 
As imagens...
Fotos em 03/11/2014

“RESSUSCITEM“ A ESPALAMACA!!!

Por Eduardo Sarmento 

As antigas “Lanchas do Pico” e os “Barcos do Pico” constituem, penso que inquestionavelmente, um dos mais importantes, unificadores e abrangentes valores do nosso património e da nossa história, porquanto desempenharam um papel “arterial” incontornável (e, durante muito tempo, quase único) na nossa economia, comércio, indústria e turismo… e, a vários outros níveis, nas nossas vidas.
Para além das componentes “objectivas” (estatísticas, estéticas, históricas, etc.), por si só já plenamente justificadoras de uma preservação orgulhosa, cuidada e digna, a “Calheta” e, sobretudo, a “Espalamaca” encerram uma dimensão imaterial/humana e são um repositório tão grande das nossas vivências que as tornam, talvez, na mais emblemática materialização da permanente e vital “umbilicalidade” entre as populações destas ilhas irmãs e foram, ainda, um importante elo de ligação entre todo o grupo central, que muitas vezes uniram em excursões festivas e preocupantes evacuações para o Hospital de Angra do Heroísmo.
Importa lembrar, não só para os mais novos mas, e sobretudo, em jeito de ”refresh” mental e afectivo, os nossos “sazonalmente amnésicos” responsáveis políticos locais e regionais, de que estas esteticamente belas e nauticamente excelentes embarcações foram concebidas, construídas e melhoradas pelos nossos empreendedores, laboriosos e talentosos antepassados/artistas e que foram operadas, na tempestade e na bonança por uma marinharia muito nossa, competente, tenaz, corajosa… e inúmeras vezes abnegadamente heróica, capaz de arriscar as próprias vidas em favor da possibilidade de salvar as nossas, em evacuações médicas sob condições meteorológicas impossíveis.
Reavivem um pouco a memória!!! Foram elas que nos transportaram -e aos nossos bens- com pontualidade e segurança, durante largas décadas… levaram-nos para trabalho, estudo e lazer… foram o primeiro “trampolim” para quase todos os nossos curtos ou largos “voos” e altos ou rasantes regressos… levavam e traziam as nossas alegrias e as nossas tristezas… as nossas esperanças e as nossas desilusões… as nossas vitórias e as nossas derrotas… as nossas angústias e os nossos alívios… os nossos amores e as nossas desavenças… as nossas doenças e as nossas convalescenças… enfim, foram uma parte integrante e indissociável de nós próprios, da nossa vida e, por vezes, da nossa morte…
Por isso, nesta altura em que se constatam as primeiras movimentações para a recuperação/musealização da “ESPALAMACA” debato-me perante sentimentos contraditórios… por um lado, alguma alegria porque algo está a ser feito… e por quem está a ser feito (um nossos últimos “artistas” na construção naval em madeira, MESTRE João Alberto Nevos) … por outro, assola-me UM FORTE E AMARGO “SABOR A POUCO”, ao constatar que não há aqui uma perspectiva de “ressurreição”, mas apenas o doloroso “embalsamar”, numa “iconização barata” e talvez por um período efémero, de um “cadáver” de algo que penso tanto dizer à minha geração e às anteriores.
       Como eu, muita gente estará certamente a sentir, para além de uma nostalgia até agora sonhadora, uma enorme tristeza por saber que talvez não voltemos a ver a beleza leve e graciosa das “Lanchas do Pico” a sulcar os nossos canais…
Mas… TERÁ MESMO QUE SER ASSIM??? NÃO TEREMOS CAPACIDADE DE MOBILIZAÇÃO, DE ORGANIZAÇÃO OU IMAGINAÇÃO PARA REVITALIZARMOS/REAPROVEITARMOS A “ESPALAMACA”?
Seremos incapazes de ultrapassar o nosso imobilismo e de nos organizarmos com vista a encontrar uma solução abrangentemente partilhada para assegurar e manter realmente viva a “ESPALAMACA”, não deixando apenas na mão dos nossos políticos as decisões e os custos de uma solução mais ambiciosa?
Vem-me à cabeça, de uma forma “avulsa” e talvez “romântica” (porque não sustentada nem “amadurecida” em termos de enquadramentos formais e/ou viabilidades legais) algumas possibilidades:
Porque não é constituída uma “fundação”,  “associação” ou algo afim, englobando a nossa  população
local e emigrada que queira participar neste processo, sob a forma de associados cotizados, beneméritos, ou “mecenas”, patrocinadores privados, as nossas quatro autarquias (que, triste e inexplicavelmente se tem alheado quase totalmente deste processo), a DRAC, a Portos dos Açores e a Transmaçor /Atlânticoline, que poderia ficar com a gestão operacional da “exploração” da lancha? Parece-me que os custos de uma reabilitação total e de manutenção/conservação, embora sendo elevados não são de modo algum “astronómicos”, se divididos por um número alargado de parceiros.
Utilizações eventualmente possíveis, poderiam passar pela realização de viagens secundárias do horário regular e extraordinárias no canal, mais “económico/ecológicas”, sempre que o tempo o permitisse e o número de passageiros não justificasse o movimento das suas irmãs maiores e muito mais gastadoras/poluidoras, fretamentos, turismo em passeios costeiros, lancha VIP de autarquias e entidades, acompanhamento pagante de eventos náuticos nos nossos portos do triângulo (regatas de botes baleeiros, de iates, outros), etc., etc.
Afigura-se-me que uma exploração criativa e polivalente deste “pedaço da nossa vida”, devidamente promovida e com um forte ênfase no carácter museológico e afectivo desta lancha, mesmo não sendo eventualmente rentável do ponto de vista comercial (e isso não está provado…), não resultaria certamente em encargos que, partilhados por todos, fossem incomportáveis… e todos poderíamos voltar a ver imagens tão belas como a que ilustra este escrito… e de desfrutar, como antigamente, o nosso canal numa bela viagem de Verão.
Eduardo Sarmento