terça-feira, 28 de abril de 2015

Estrela Marinha

"Estrela Marinha" descarregou hoje (28/04)  no porto da Madalena cerca 3.5 toneladas de atum para o entreposto frigorífico da Lotaçor

Porto da Madalena: Agosto de 2014

De um leitor nosso recebemos um email com fotos que, com grande prazer, partilhamos convosco

"Boa tarde.
 Sou o José Manuel Medina, antigo jogador do FCMadalena e,  vivo em Ponta Delgada a largo anos.
Gosto muito do vosso blogue e vou-lhes enviar algumas fotos tiradas em Agosto de 2014 na minha ida ao Pico para férias."

Fotos de José Manuel Medina a quem porto da Madalena agradece

Paquete "Sereníssima" em S. Roque

Hoje (28/04/2015) está atracado no porto de são Roque do Pico o navio de cruzeiro clássico "Sereníssima" da  West Wind Ltd.- Split, Croácia. O navio tem 59 cabines, acomodação para 110 passageiros, 88 metros de comprimento, 14 metros de boca e tem bandeira de São Vicente e Granadinas.
As 3 primeiras fotos são de Paulo Azevedo
Interior

Ponta da Barca

Devido à presença do pequeno paquete "Sereníssima" no porto de S. Roque, tivemos hoje escala no porto da Madalena do navio "Ponta da Barca" dos TMG.

Fotos em 28/04/2015

segunda-feira, 27 de abril de 2015

O Cabrestante (por Francisco Medeiros)

OS NAVIOS E OS SEUS APARELHOS
A bordo dos navios, de guerra e mercantes, existem guinchos e cabrestantes acionados por motores a vapor ou elétricos, destinados a suspender os ferros, e a esticar os cabos e as espias, que passando pelos cabeços são destinados a amarrar os navios aos cais e às docas. Normalmente os cabrestantes verticais são colocados à popa podendo haver navios de certas categorias, que os tem colocados a meio navio a bombordo ou estibordo, onde há necessidade, para por meio deles efectuar certas manobras com o navio.
A existência dos cabrestantes verticais em navios até ao aparecimento das máquinas a vapor, para manobra de suspender os ferros e em terra nos portos, para varar embarcações tem séculos de existência.
Na Ilha do Pico, nos portos onde havia barcos de transporte de mercadorias e passageiros estes eram todos varados com cabrestantes.
Os cabrestantes vieram substituir, os moitões e cadernais, os mais primitivos aparelhos de força e os “tiradores” eram puxados à mão a bordos dos navios e em terra conforme o porte das embarcações, por vezes eram usado animais de carga.
Os moitões e os cadernais são tão antigos como os primitivos navios que sulcaram aos mares!
Nos cabrestantes eram usadas correntes de várias bitolas, com um certo número de voltas e à medida que rodavam, o seio da corrente que saía do cabrestante era puxada por um tripulante que ficava sentado por baixo das varas.(Recordo-me do filho do mestre Tonin, o António Tonin, que coxeava de uma perna, fazer este trabalho algumas vezes, quando se varava o ADAMASTOR na Madalena)
Estes cabrestantes, tinham uma peça de forma circular ligada ao eixo, o “Chapéu”, com o certo número de aberturas de secção quadrangular, para receberem varas de madeira rija para o rodar à mão pelos tripulantes e na base da “saia” uns linguetes, que ressaltam numas cavidades da base circular, fixa à rampa que o travavam quando este pretende desandar.
O moderno cabrestante abordo dos navios é um aparelho de eixo vertical ou horizontal, ligado um motor elétrico, que por meio de engrenagens o tornam muito potente.
Ligado ao eixo por baixo do “chapéu” há um tambor “saia” para manobra dos cabos e espias. O tambor por vezes apresenta nervuras, para aumentar a aderência dos cabos evitando que estes escorreguem! A eficácia na sua utilização, depende mais ou menos das voltas que se lhes dão no sentido dos ponteiros do relógio e do saber do seu manobrador.
Os cabos devem sair pelas buzinas, aberturas próprias à proa e popa do navio não sem antes passarem pelos cabeço ou abitas
Depois de convenientemente esticados, é-lhes passada uma pequena boça em cabo. Rapidamente tiram-se as voltas ao cabrestante, fixando o cabo aos cabeços. Quando a manobra é feita com cabos de arame, a boça é uma corrente em ferro.
O tripulante normalmente que vai manobrar com um cabrestante deve liga-lo com antecedência, ficando assim conhecedor se ele está e funcionar. Os dispositivos de ligar e desligar os cabrestantes são diversificados.
Estes dispositivos, são mesmo para ligar ou desligar o cabrestante.
Quem está a manobrar um cabo num cabrestante deve ter em atenção o número de voltas necessárias e não permitir que ele pare por excesso de carga.
Quem está à manobra do cabrestante, deve estar sempre com o cabo sobre mão, a uma distância conveniente para não ficar preso e em posição que considere que se o cabo rebentar não o atinja. Depois do cabo convenientemente esticado outro tripulante dá a volta com o cabo ao cabeço e o cabrestante é deligado.
É que se o cabrestante tiver sido parado com o excesso de carga com o cabo retesado, pode causar prejuízos muito graves ao navio.
Para operar com um cabrestante, é necessário saber o seu funcionamento ter prática.
É que pode acontecer o operador de um cabrestante ter nas suas mãos a segurança de um navio e ter sempre presente que um cabrestante não é um cabeço de amarração do navio!
Vila de São Roque do Pico
Francisco Medeiros (xatinha@sapo.pt)


Dezembro de 2014

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Lajes do Pico - Sea Cloud II

Está hoje (16/04/2015) novamente de visita ao porto das Lajes do Pico o navio de cruzeiro "Sea Cloud II". O navio tem 106 metros de comprimento, 16 metros de boca e registo na ilha de Malta. As imagens são do Manuel Jorge Garcia.

Lajes das Flores - Sea Cloud II

Esteve de visita na passada segunda-feira dia 13/04/2015 ao Porto das Lajes das Flores o grande veleiro de cruzeiro "Sea Cloud II". As imagens são da autoria de José Capitão

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Transportes marítimos: tema sempre actual

Artigo de opinião de Gustavo Moura

Tenho lido, com interesse, os artigos que o Senhor Engº. Ribeiro Pinto tem publicado na imprensa regional sobre os transportes marítimos inter-ilhas. Conhecedor do tema, pois foi durante alguns anos responsável pelos portos da Terceira e, julgo, também, dos da Graciosa e de São Jorge, o Senhor Engº Ribeiro Pinto defende um sistema de transportes que sirva de incentivo a um mais intenso comércio interno com a exportação de produtos de cada ilha. Mas, estranha-se que nos seus artigos e sugestões de alterações não tenha uma única palavra para o serviço que as empresas privadas, “Transportes Marítimos Graciosenses e “Empresa de Barcos do Pico” estão há bastante tempo a oferecer desde a Horta até à Terceira num serviço de porta a porta que, em nossa opinião, pode muito bem servir esse desiderato, um aumento de trocas comerciais entre as ilhas. Já nos foi dada a oportunidade de, por mais de uma vez, observar o serviço dos navios da “TMG” no pequeno porto da Calheta de São Jorge, podendo constatar a sua eficácia e rapidez e, no que nos foi possível averiguar, a um preço conveniente.
O Senhor Engº. Ribeiro Pinto terá, certamente, as suas razões ao não falar desse serviço. Mas julgamos nós, leigos na matéria, mas desde sempre atento e estudioso observador do sector, dada a sua fundamental importância para os açorianos, que se tratam de duas empresas, inteiramente privadas, que têm revelado dinamismo e capacidade de iniciativa e oferecido um serviço de qualidade e muita importância, que podemos considerar fiável pelo que merecem ter uma acção e uma palavra a dizer no debate que sobre o tema se tem desenvolvido, especialmente depois do anunciado projeto do Governo dos Açores de encomendar dois ferries PZ/RORO, - projecto que tem levantado alguma celeuma, e não é unanimemente aceite, até com vigorosas expressões de discordância e uma delas de um técnico prestigiado, deputado do Partido Socialista à Assembleia Legislativa Regional, o comandante da marinha mercante, Dr. Lizuarte Machado que, sendo membro e deputado do partido que suporta o Governo, não podem as suas opiniões serem consideradas como manchadas por virem da oposição.
E se os privados têm cumprido com a missão a que se propuseram, “EBP” e a “TMG”, porque não serão chamadas a debater o problema, que conhecem como ninguém?
Não conhecemos o projecto do Governo dos Açores nem os estudos que o possam sustentar, de mandar construir dois ferries com a dimensão anunciada, nem temos competência para emitir uma opinião. Mas tratando-se de dinheiros públicos e de matéria que não é secreta, basta estudar o muito que sobre o assunto está publicado e um pouco de bom senso para ajudar um debate que, em nossa opinião, deve ser aberto, descomprometido e sereno. É o que, com esta crónica, pretendemos estimular.

Gustavo Moura


A 1ª foto foi cedida pelo blog "porto da Calheta" a quem agradecemos

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Nota de Imprensa da Portos dos Açores


NOTA DE IMPRENSA

PORTOs dos açores, S.A. LANÇA empreitada DE
PROLONGAMENTO DO CAIS E ALARGAMENTO
DA PLATAFORMA DO PORTO DA CASA (CORVO)

A Portos dos Açores, S.A. acaba de abrir o procedimento tendente ao prolongamento do molhe-cais e alargamento da plataforma do Porto da Casa, na ilha do Corvo, com a remessa para publicação esta sexta-feira, 10 de abril, no Diário da República e no Jornal Oficial da União Europeia do anúncio do respetivo concurso limitado por prévia qualificação dos candidatos para aquela empreitada.
As obras projetadas têm como objetivo minimizar algumas das limitações existentes no porto em causa, e, nomeadamente, melhorar as condições de abrigo, ampliar a frente de acostagem, aumentar a área da plataforma do cais para o estacionamento das embarcações e melhorar a varagem na atual rampa.
Esta empreitada de intervenção no Porto da Casa contempla o prolongamento do molhe-cais em mais 40 metros, com 27,75 m de largura, igual à existente e o alargamento da plataforma do cais para o estacionamento a seco das embarcações, com cerca de 900 m2 de área. A expansão da área terrestre de apoio destina-se, por seu lado, a minimizar o congestionamento da plataforma de apoio do cais, com repercussões diretas na melhoria da operacionalidade deste e na segurança das operações.
As obras incluirão, ainda, a reparação da rampa varadouro, dragagens e remoção do atual manto de proteção. Para além dos acessórios de cais, a nova estrutura será ainda equipada com rede de abastecimento de água às embarcações e com um sistema de distribuição de energia elétrica e iluminação. Na nova extremidade do molhe-cais será reinstalado o farolim que se encontra no atual cais.
O valor do preço base do procedimento é de € 9.000.000,00 (nove milhões de euros), sendo o prazo contratual para a conclusão dos trabalhos de 24 meses.
Esta empreitada dá corpo ao compromisso oportunamente assumido pelo Governo dos Açores na «Carta Regional de Obras Públicas» relativamente a investimentos nos diferentes portos da Região.
Horta, 10 de abril de 2015

Portos dos Açores, S.A.
[Departamento Jurídico, Administrativo e de Comunicação]

Navio Lusitânia da EBP em serviço no porto da casa na Ilha do Corvo

sábado, 11 de abril de 2015

Mestre Simão

Escala do navio "Mestre Simão" no terminal de passageiros João Quaresma na carreira das 11:00 h. No momento a ondulação era de Oeste com cerca de 3,5 metros e o vento de sudoeste com rajadas até 70 km's que se faziam acompanhar de forte trovoada e chuva
Esta é uma das condições meteorológicas em que a presença do novo contra-molhe a Oeste faz toda a diferença para melhor na bacia portuária da Madalena.
 Fotos em 11/04/2015

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Porto de Velas

Como o objectivo de tudo o que é embarca é chegar ao cais de destino, apresentamos algumas fotos da máquina agrícola a ser descarregada em segurança pelos profissionais da "Portos dos Açores" no cais de Velas.

Fotos de Agro Nunes em 07/04/2015

Memórias - Adamastor e Rival

Rampa do porto velho da Madalena no inicio da década de 70

terça-feira, 7 de abril de 2015

Cecília A

Embarque no Cecília A de uma nova máquina agrícola  para a ilha de S. Jorge fornecida pela empresa Agro Nunes da Madalena do Pico.
Fotos da "Agro Nunes" em 06-04-2015

domingo, 5 de abril de 2015

Terminal de passageiros

"Mestre Simão" em escala no cais antigo. Desde a ligação das 14:00 h de ontem (04704/2015), os navios da Transmaçor têm utilizado este cais alternativo.