quinta-feira, 30 de julho de 2015

Dia da Defesa Nacional


Hoje (29/07/2015) foi o dia da Defesa Nacional. A bordo do NRP Baptista de Andrade no porto de São Roque a rapaziada cá do burgo foi sensibilizada para a temática da defesa nacional e sobre o papel dos 3 ramos das Forças Armadas.
A comparência neste evento é um dever militar obrigatório para todos os cidadãos portugueses que cumpram 18 anos de idade (M/F).

Breves apontamentos de memória histórica da corveta
"Baptista de Andrade" - F 486

Nota: O Vice-Almirante José Baptista de Andrade, patrono da corveta "Baptista de Andrade" empreendeu em 1885 uma série de brilhantes campanhas em Angola para subjugar revoltas de vários sobas indígenas. Em 1873, tendo sido nomeado governador de Angola, pacificou a Província, aquando da revolta dos Dembos. Em 1890 foi nomeado Comandante Geral da Armada e, em 1892, vice-presidente do Conselho do Almirantado.



Sobre a corveta “Baptista de Andrade”- F 486 que ainda hoje integra o dispositivo naval da Marinha de Guerra Portuguesa podem assinalar-se algumas curiosidades, de parte do historial daquela unidade naval, ao longo dos 39 anos de vida operacional:

Foi construída nos estaleiros da Empresa Nacional Bazan de Construcciones Navales Militares, em Cartagena, segundo o projecto português, modificado, das corvetas da classe “João Coutinho”. Em 16 de Março de 1973 efectuou-se em Cartagena o lançamento à água, tendo sido aumentada ao efectivo dos navios da Armada em 19 de Novembro de 1974.

Depois de completada a construção, armamento, equipamento e provas diversas, o navio entrou em Lisboa, pela primeira vez, em 20 de Dezembro do mesmo ano. Deslocou-se a bordo o então Chefe do Estado-Maior da Armada, Vice-Almirante Pinheiro de Azevedo, mais tarde Primeiro-ministro. Foi recebido a bordo pelo Comandante Naval do Continente, Comodoro Molarinho do Carmo, pelo Director das Construções Navais, Comodoro ECN Rogério de Oliveira e pelo CTEN Contreras de Passos, nomeado para comandar aquela unidade naval.

Depois de algumas curtas missões na costa portuguesa partiu em 3 de Março de 1975 para uma comissão em Cabo Verde, então em processo de descolonização, onde permaneceu durante cerca de cinco meses.

Em 5 de Julho de 1975, data da independência de Cabo Verde, largou com destino a Lisboa na companhia da fragata “Comandante Roberto Ivens”, da corveta “Augusto Castilho” e da LDG“Bombarda” tendo embarcado nas quatro unidades todo o pessoal da Armada que prestava serviço naquela antiga Província portuguesa, nomeadamente Comando Naval, Repartição dos Serviços de Marinha, Oficinas Navais de S. Vicente e também elementos do Pelotão de Fuzileiros n.º 2. Atracaram na Base Naval de Lisboa no dia 9 seguinte.

Nesse mesmo ano ainda cumpriu uma missão nos Açores e outra em Portsmouth.

Em 1979 visitou a Alemanha e a Holanda durante uma viagem de instrução de cadetes e, em Janeiro de 1980, apoiou as populações das ilhas Terceira e S. Jorge por ocasião do violento sismo que abalou as ilhas do grupo central açoriano.

Desde então tem desempenhado as mais variadas missões, incluindo patrulha, fiscalização, apoio e salvamento na área costeira de Portugal continental e ilhas, com comissões nos Açores e Madeira, bem como diversas participações em exercícios navais, viagens de instrução e outros.

De entre as suas principais missões destaca-se a operação “Sharp Vigilance” no mar Adriático, em Setembro de 1992, integrando as forças da UEO e, no final desse ano, a participação na operação“Cruzeiro do Sul”, em que permaneceu durante cerca de dois meses no Atântico Sul por ocasião de graves perturbações internas verificadas na cidade de Luanda.

São desta unidade naval, onde alguns oficiais da Reserva Naval ainda prestaram serviço, os recentes registos fotográficos efectuados em Cascais, fundeada e a navegar.