segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Gilberto Mariano

O navio Gilberto Mariano da Atlanticoline partiu esta tarde (29/02) de Aveiro para a Horta após um período de manutenção.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Lusitânia

O Lusitânia regressa ao serviço após um pequeno período de manutenção nos Estaleiros da Naval Canal no porto da Madalena

Fotos em 26/02/2016

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Cruzeiro das Ilhas

Cruzeiro da Ilhas em manobra de saída no porto da Madalena às 12:15
Foto em 24/02/2016

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Varagem do Lusitânia

Varagem do Lusitânia no porto da Madalena a 20/02 para manutenção.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Lusitânia e Cecília A

Reencontro na Madalena do Lusitânia e do Cecília A da Empresa Barcos do Pico. O Lusitânia que está actualmente a operar entre Flores e Corvo veio à Madalena para fazer pintura das obras vivas e renovação da protecção catódica.

Fotos em 17/02/2016

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

José Pacheco da Costa Salema

José Pacheco da Costa Salema foi Capitão do Porto da Horta. Reformou-se no posto de Capitão-de-Mar-e-Guerra.
Um dia, já depois de reformado, estava sobre o cais da Madalena, com um chapéu de palha, daqueles que todos nós usámos.
O mar corria, havia ondulação no porto e ele foi dizer qualquer coisa ao cabo de mar a respeito da entrada da lancha.
Com o cabo de mar estava um sujeito que comentou:
- Ó velhote não se meta no serviço do cabo-de-mar!
Uma semana depois o Delegado Marítimo foi substituído. Isto só para dizer que o velhote de chapéu de palha, além da teoria de um curso da escola naval, tinha vivido a sua infância, envolvido com os pescadores da Madalena e da Areia Larga e entrado naqueles portos vezes sem conta.
Há muita gente que olha, volta a olhar mas nunca vê!
Quando o João Quaresma era vivo dizia que se a ponta de cais, que ainda lá está, tivesse sido construída mais a norte e mais comprida melhoraria as condições de embarque e desembarque de passageiros no porto da Madalena. Era modesto o João Quaresma, pois contentava-se com pouco, mas naquele tempo, nem dinheiro havia para mandar cantar um cego! Desde que desse para fazer uma viagem por dia, no Inverno, já era bem bom!
Fizeram-lhe um molhe-cais ainda mais para Norte, enraizado na costa, no fim da Avenida Machado Serpa.
Quando se implantou o molhe a sua raiz devia ter ficado um pouco mais a Norte do saco que lá existe para evitar que o mar do norte não o galgar com tanta frequência
A parte mais estreita do canal é a que vai desde a Ponta da Areia Larga à Ponta da Espalamaca. Aquelas duas Pontas são como o centro de uma ampulheta é ali que as marés de enchente para Norte ou p´ro vazante para Sul ganham mais velocidade.
Há ainda a acrescentar as marés no canal Pico/São Jorge. Neste canal as marés não são regulares, acontece por vezes correrem, sem vento nem mar, dois dias para Noroeste ou para Sueste, fiz estas observações muitos anos a bordo do Carvalho Araujo, quando ali passava as noites à descarga. Algumas vezes sem vento e mar estanhado, observei o navio rondar sobre a amarra em sentido contrário e permanecer na mesma posição até sair. Isto só para dizer que as marés no canal Pico/São Jorge têm influência nas marés do canal Pico/Faial.
O molhe do Porto da Madalena tem um bom comprimento que nos dava uma estatística com poucas falhas de prática durante todo o ano, nem foi necessário mobilizar todas as camionetas do Pico para fazer um molhe até ao Ilhéu, como um dia mestre Simão disse ao João Quaresma.
Mesmo assim o mar do Oeste, quando forte, impedia ou dificultava o movimento de embarcações no Porto. Taparam o mar do Oeste que entrava pela ponta da Areia Funda e corria até ao Velho Cais, subia o varadouro, e limpava o sargaço. O mar do Norte rodava na cabeça do molhe ia até à costa d´Areia Funda seguindo o mesmo caminho até à beira d´água, mas foi tapado por um muro talvez, mais comprido do que o necessário e na posição menos conveniente.
Há muita gente, especialmente os do mar, que sabem e se não sabem deviam saber, que do varadouro da Madalena, quando a maré vaza, a água que se infiltrou pela terra dentro regressa quase doce e que ali existem por via disso, muitas eirós. Agora quando o mar está manso e há sargaço na beira d’água, a água doce penetra no sargaço e este com os animais nele envolvidos apodrecem e acontecem coisas menos desejáveis.
O Porto da Madalena tornou-se numa grande bacia! Quando o mar é forte do Oeste e ronda rapidamente para o Norte, e apanha a maré para Noroeste do Canal Pico/S.Jorge toda a costa Norte desde o Cachorro até à Ponta da Areia Larga fica branca e enche a bacia da Madalena e é mais o mar que entra do que o que sai, e ele tem que sair para algum lado !
Se repararem o mar sobe dentro da bacia, atira-se para todos os lados como um leão numa jaula. Nestas condições, qualquer embarcação que esteja atracada ao molhe ou aos muros tem que reforçar os cabos e ter boas defensas.
Aquele muro construído para os barcos da Atlânticoline, quando há forte ondulação e maré cheia, faz com que o mar dentro do porto se movimente mais rapidamente de um lado para outro! É um desassossego.

Da Ilha de Jesus Cristo
Dezembro de 2015

Francisco Medeiros