quinta-feira, 16 de março de 2017

Cecilia A - Trabalhos finais









Estaleiro da Praia da Vitória em 16/03/2017

sexta-feira, 10 de março de 2017

Memórias-Embarque de feridos do sismo de Novembro 1973 para a Horta

Nas freguesias de Santa Luzia e Bandeiras as pessoas sinistradas abrigaram-se (e protegeram-se) em barricas sobretudo com medo das réplicas. Alguns dias depois chegaram tendas militares,

Tráfego Local nas Velas

Fotos de A. Dutra em 10/03/2017

terça-feira, 7 de março de 2017

Demolição dos blocos no cais comercial

A partir do dia de amanhã (08/03/2017) e ao longo da semana irão decorrer os trabalhos de demolição e remoção dos dois blocos de muro cortina depositados no cais comercial do porto da Madalena, em resultado dos temporais do dia 27 de Fevereiro. Posteriormente irá ser removido o bloco submerso, ainda em data a definir.

Foto: Quim Néné

sexta-feira, 3 de março de 2017

No cesto da Gávea - por José Decq Mota



A FORÇA DO MAR QUE POR VEZES NOS FRAGILIZA

A 2º feira de Carnaval de 2017 ficará na memória das populações destas ilhas, especialmente do Pico e do Faial, pelo facto do mar do Norte, com uma força muito invulgar, ter causado largos estragos na Madalena do Pico e muito especialmente no seu porto.
Não houve vitimas nesta situação de catástrofe inesperada, mas houve largos prejuízos materiais, sendo de salientar as avarias de acentuada dimensão que o molhe principal do porto da Madalena sofreu. Este facto, em si mesmo, provoca necessariamente muitas preocupações na generalidade das populações das ilhas do Pico e Faial.
É preciso perceber que a ligação marítima entre estas duas ilhas, feita várias vezes em cada dia do ano, é absolutamente essencial. São mais de 400000 passageiros por ano que circulam, por muitas razões, entre os portos da Horta e da Madalena. A vida económica e social destas duas ilhas é muito dependente dessa ligação que é multi- centenária. 
Está fora de duvida que este foi um fenómeno não previsto pelos modelos de previsão da agitação marítima que são usados e é aceitável considerar-se que a violência das ondas é o principal responsável pelas avarias no molhe da doca da Madalena. Se o fenómeno tivesse sido previsto teria sido possível salvaguardar alguns barcos e equipamentos, proteger melhor alguns edifícios, condicionar o movimento do porto antes da 11H30, evitando o risco que o “Mestre Simão” correu saindo do porto enfrentando, sem alternativa, a arrebentação, mas nada se poderia fazer quanto ao molhe.
Recordo que em tempos recuados, nos anos 50, houve o chamado “rombo da doca” da Horta com um temporal de SE e mais recentemente e sem ser exaustivo, lembro que o porto das Lajes das Flores e o da Praia da Vitória tiveram avarias de dimensão apreciável. Estamos perante uma força, a força do mar, que muitas vezes nos fragiliza!
Agora tem que se olhar, sem delongas, adiamentos ou outros expedientes dilatórios para a recuperação urgente da normalidade no porto da Madalena.
Hoje, 24H00 escassas depois da catástrofe, já pôde haver viagens para a Madalena, depois de verificada a operacionalidade das áreas de manobra, mas é preciso não esquecer que o molhe principal está partido em vários pontos e muito provavelmente fragilizado noutros. Ontem à tarde, estando ainda o porto da Madalena a ser batido pelo mar, a Atlântico Line, sociedade anónima de capitais públicos, resolveu, e muito bem, que a viagem da tarde se fizesse para Sta Cruz das Ribeiras, na costa Sul do Pico e a 25M da Horta, evitando haver quebras na ligação entre as duas ilhas.
A normalidade da vida destas ilhas em todas as vertentes obriga a que as obras no porto da Madalena sejam feitas com a mais alta prioridade, quer pelas necessidades operacionais que são óbvias, quer pela segurança de toda a navegação que utiliza aquele porto. Preparar projecto, seleccionar empresas, concentrar equipamentos, assegurar financiamento, tudo isto não se faz de hoje para amanhã, mas tem que começar de imediato, para ser feito no mínimo tempo possível, decidindo-se, de forma assumida, dar prioridade a esta obra.
A normalidade da vida das populações do Pico e do Faial está muito dependente da normalidade desta ligação marítima. O mesmo sucede com o desenvolvimento do turismo que obriga a que exista uma operação intensa e segura.
Neste contexto espera-se das Autoridades Regionais uma acção imediata, intensa e racional.
Assim o exige o nosso desenvolvimento!
28/2/ 2017
José Decq Mota
(Artigo a publicar, a 3/3/17, no "Tribuna das Ilhas" da Horta)


Texto de José Decq Mota
Fotos de Artur Simões


quarta-feira, 1 de março de 2017

Visita do Secretário Regional das Obras Públicas (28/02/2017)

28/02/2017

O Secretário Regional dos Transportes e Obras Públicas anunciou ontem, no Pico, que, logo que existam condições climatéricas favoráveis, será imediatamente realizada “uma análise a todo o manto de proteção" do Porto da Madalena, através de uma sonda de varrimento lateral.
Vítor Fraga, em declarações no final de uma visita ao porto e toda a zona envolvente, onde se registaram danos provocados pelo mar alteroso que ocorreu segunda-feira, adiantou que já foi contactada a entidade que fará este trabalho, que avança logo que as condições climatéricas o permitam “para se ter uma estimativa do custo envolvido nos danos provocados por esta intempérie”.
A visita do Secretário Regional dos Transportes e Obras Públicas, que também contou com a presença do Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia e do Conselho de Administração da Portos dos Açores, permitiu uma primeira inspeção visual ao molhe, concluindo-se que, além do que "já era visível, com o deslocamento dos blocos do muro de cortina, existe um indício de que tenha havido também algum deslocamento junto do manto de proteção”.
Vítor Fraga salientou que é necessário aguardar a melhoria do estado do tempo, adiantando que, “por aquilo que são as previsões, esta semana não será possível” realizar este levantamento, acrescentando que, no limite, será feito “no decorrer da próxima semana”, embora as condições não sejam ainda muito favoráveis.
“Só depois disso é que se poderá ter uma estimativa quer dos montantes que estão envolvidos, quer do prazo de execução da obra”, disse o titular das pastas dos Transportes e das Obras Públicas.
Por outro lado, Vítor Fraga salientou que na zona do pesqueiro também se verificaram galgamentos, o que “requer também uma análise, em termos de solução de intervenção, para evitar que situações futuras venham a acontecer, uma vez que a zona de proteção que aqui estava sofreu alguma degradação a este nível”, não havendo assim garantias de que não volte a acontecer.
Em relação à operação no Porto da Madalena, o Secretário Regional recordou que, para já, “foi emitido um aviso de sinalização pela Capitania, e o tráfego está condicionado”.
No que se refere à operação do tráfego local, acrescentou, implicará “uma deslocalização mais para o interior da bacia”, sem mais alterações, fazendo com que continue a decorrer normalmente.
Vítor Fraga revelou ainda que há uma intervenção que se prevê que seja feita de imediato, que é a remoção dos blocos que estão em cima do cais e do bloco que caiu para o interior da bacia.
Segundo o Secretário Regional, essa intervenção terá lugar “no menor espaço de tempo", acrescentando que, assim que estiver terminada, as condições serão retomadas em termos de manobrabilidade dentro da bacia.
Enquanto decorrer essa operação, “toda a operação naquela zona do cais fica condicionada, pela própria intervenção que será necessário efetuar”, afirmou Vítor Fraga.